Em alta, Eliana diz que faz sucesso por não apelar para baixarias


Da televisão de casa, Eliana, 39, assiste "minuto a minuto" as quatro horas do programa que apresenta e leva seu nome nas tardes de domingo do SBT.

Fica pilotando a duração dos quadros por telefone com o diretor da atração, Ariel Jacobowitz.

Mas sua grande preocupação, ela diz, é não passar uma imagem de cansaço, depois de tanto trabalho neste ano de 2012.

"Sempre peço para o Ariel me dizer se está transparecendo no vídeo", ela conta ao "F5" no camarim do SBT.

"As pessoas esperam aquela alegria a mil, aquela energia."

Mas valeu o esforço, ela comemora. A média mensal da audiência do programa "Eliana" cresceu desde janeiro, passou a do "Programa do Gugu", da Record, em maio, e desde então manteve-se na vice-liderança do horário [veja gráfico abaixo].

A atração fechou novembro com média de 8,3 pontos no Ibope, contra 6,3 do concorrente direto. Em janeiro, ela fizera 6,3 e a Record, 8,7. Seu pico foi em julho: 8,7.

A Globo, primeira colocada, manteve-se em boa vantagem o ano todo. Marcou, em novembro, 16,6 pontos no horário.

Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP. O SBT não informou os dados de dezembro."Acredito que [consegui o resultado] por ter me mantido fiel ao público, fazendo um programa em respeito a ele, sem sensacionalismo nem exploração da desgraça alheia", afirma Eliana.


"As pessoas sabem que se estão em frente à TV assistindo ao programa 'Eliana', elas não vão tomar nenhum susto. Acho isso muito positivo."

A apresentadora disse que está orgulhosa do programa que informalmente ajuda a dirigir desde que voltou, em agosto de 2009, à emissora que a lançou, após 11 anos na Record.

"O que diferencia o programa 'Eliana' dos outros é que, além de divertir, informa." Ela cita quadros sobre saúde da mulher e ciência como exemplos desta fórmula.

"Ter vindo para o SBT consolidou minha carreira. Eu já estava bem lá [na Record], o Silvio me contrata para voltar para a casa onde tudo começou. E o fato deste ano ter ido melhor ainda é o hábito. Televisão é hábito. As pessoas já estão se habituando comigo no SBT novamente, neste horário."

Ela falou que, desde que "ampliou o público" e passou a "falar com a família, não mais apenas com as crianças", em 2005, com o "Tudo É Possível", da Record, imprimiu seu "DNA" e "fidelizou" a audiência.

"Fui a primeira mulher a entrar nesse rol [de programas dominicais], porque antes só havia homem apresentando. O olhar feminino foi muito bacana dentro deste universo."

E, para quem pensa que Eliana, por ser quem é e ter o espaço que tem, possui linha direta com o chefe, ela repara:

"Silvio Santos é um homem muito respeitado, um grande empresário, mas é uma pessoa muito ocupada. Não é um profissional a que a gente tenha muito acesso. Ele é... o Silvio Santos!"


Nota publicada por F5 em 21/12/2012

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